Éramos tão paulistanos que não cansávamos de procurar o centro do centro do centro da cidade. Entre sambas, noites sem dormir, estudos sem fim, nos encontrávamos. Nem sempre fisicamente, claro, mas em cada poste pichado e em cada calçada com as pedras já gastas de tantos transeuntes, bicicletas, cães e até mesmo aqueles que já tinham designado esse espaço democrático como lar, muito embora até hoje esperem cartas que os correios não entregam.
É assim até hoje. Entre pinacotecas, discotecas, bibliotecas somos cada vez mais São Paulo. Cada vez mais nós em São Paulo. Nossa Paulicéia que insistimos em colorir da maneira mais diferente possível, sem esquecer que o cinza é o que move essa cidade.
Sambamos, dançamos e até nos beijamos quando a noite já é dada por acabada e o que nos resta é um café adocicado em qualquer bar da rua Augusta, em meio a prostitutas e cafetões, e até alguns drogados que não nós, já em overdose de alegria da companhia, do estar ao-lado-de. Tão juntos que, quando nos separamos nem ligamos um para o outro. A distância do centro a minha casa me faz lembrar que você carrega sua mochila repleta de livros, roupas e segredos que só cabem a você, ou só cabem a nós, e todos os seus passos.
Somos tão São Paulo que queremos o Rio de Janeiro, queremos talvez a Bahia. Acredito que essas sejam vontades de sentir falta do nosso desordeiro lar, nas nossas calçadas, bares, hospitais. Eu já sinto esse buraco em mim. E voltar com a possibilidade iminente de ver-te me faz querer mais samba e mais você, num gole pleno da cerveja mais gelada que existe no botequim. Afinal, somos duas peças insignificantes dentro desse caos que chamamos de vida. E amamos sê-lo. Um para o outro, sempre.
Sambamos, dançamos e até nos beijamos quando a noite já é dada por acabada e o que nos resta é um café adocicado em qualquer bar da rua Augusta, em meio a prostitutas e cafetões, e até alguns drogados que não nós, já em overdose de alegria da companhia, do estar ao-lado-de. Tão juntos que, quando nos separamos nem ligamos um para o outro. A distância do centro a minha casa me faz lembrar que você carrega sua mochila repleta de livros, roupas e segredos que só cabem a você, ou só cabem a nós, e todos os seus passos.
Somos tão São Paulo que queremos o Rio de Janeiro, queremos talvez a Bahia. Acredito que essas sejam vontades de sentir falta do nosso desordeiro lar, nas nossas calçadas, bares, hospitais. Eu já sinto esse buraco em mim. E voltar com a possibilidade iminente de ver-te me faz querer mais samba e mais você, num gole pleno da cerveja mais gelada que existe no botequim. Afinal, somos duas peças insignificantes dentro desse caos que chamamos de vida. E amamos sê-lo. Um para o outro, sempre.
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